Como declarar investimentos no IR 2022

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AÇÕES

Na declaração do Imposto de Renda, o investidor que negocia ações precisa preencher quatro fichas com informações diferentes.

    • Ficha “Bens e Direitos”: Informe as posições em ações mantidas no dia 31 de dezembro de 2021, mesmo que o investidor não tenha realizado nenhuma operação na bolsa ao longo do ano. Tenha em mãos o Informe de Rendimentos enviado pela sua corretora (se não tiver recebido o documento, solicite uma cópia dele à instituição).
    • Ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”: Quem possui ações pode receber juros sobre capital (JCP), que são um dos tipos de proventos distribuídos pelas empresas emissoras dos papéis.
    • Ficha “Rendimentos Isentos e Não-Tributáveis”: Caso o investidor tenha recebido dividendos, esses ganhos.
    • Ficha “Renda Variável”: Nesta ficha devem ser informadas as operações de vendas de ações acima de R$20 mil por mês.

BDRs

A tributação dos BDRs é muito parecida com a das ações em geral, com uma diferença importante: não há nenhum tipo de isenção, como a que se aplica a quem faz vendas de ações brasileiras abaixo de R$ 20 mil por mês na Bolsa.

O contribuinte precisa informar os BDRs à Receita se tinha saldo acima de R$ 140,00 em 31/12/21; se ganhou dividendos e se fez operação de venda (com lucro e prejuízo).

    • Ficha “Bens e Direitos”: Para informar o saldo de BDRs.
    • Ficha “Renda Variável”: Para informar as operações de BDR
    • Ficha de “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Física e do Exterior”: Para informar os dividendos

CDBs

A tributação de CDBs incide sobre os rendimentos, e o Imposto de Renda é descontado automaticamente no momento do resgate da aplicação.

É papel da corretora de valores ou instituição financeira responsável pela custódia do título recolher e repassar o valor devido à Receita Federal, seguindo a tabela de alíquotas regressivas.

Na declaração do Imposto de Renda, quem investe em CDBs precisa preencher duas fichas com informações diferentes.

  • Ficha “Bens e Direitos”
  • Ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”

CRIPTOATIVOS

Caso as operações gerem ganho de capital acima de R$ 35 mil no mês, o montante estará sujeito à tributação. Além disso, criptomoedas que não foram vendidas e estão em posse do declarante não são taxadas pela Receita Federal, mas devem ser inseridas na declaração de Imposto de Renda.

    • Ficha “Bens e Direitos
    • Ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”: Se o valor total de vendas de criptoativos excedeu R$ 35 mil no mês
    • Ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”: Se o valor total de vendas de criptoativos não passou de R$ 35 mil no mês

FUNDOS IMOBILIÁRIOS

Os dividendos dos fundos imobiliários só são isentos de Imposto de Renda se eles forem negociados exclusivamente na Bolsa, se tiverem pelo menos 50 cotistas e se o investidor possuir menos de 10% do total de cotas. Na prática, esse é o caso dos fundos listados na B3.

Na declaração do Imposto de Renda, o investidor de fundos imobiliários precisa preencher três fichas com informações diferentes.

  • Ficha “Bens e Direitos”: Informe nesta ficha as posições mantidas em fundos imobiliários.
  • Ficha “Rendimentos Isentos e Não-Tributáveis”: Aqui o investidor precisa informar os valores dos dividendos (ou rendimentos) que recebeu ao longo do ano no fundo imobiliário.
  • Ficha “Renda Variável”: Para o investidor que realizou negociações com fundos imobiliários ao longo do ano.

FUNDOS DE INVESTIMENTOS

Os ganhos obtidos nos fundos são tributados na fonte — ou seja, o imposto devido pelo investidor é recolhido pela própria instituição financeira.

De modo geral, a cobrança do Imposto de Renda acontece na hora do resgate das cotas dos fundos.

Na declaração do Imposto de Renda, quem investe em fundos precisa preencher duas fichas com informações diferentes.

    • Ficha “Bens e Direitos”
    • Ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”: Será preciso preencher essa ficha se você tiver realizado resgates dos seus fundos ao longo do ano

POUPANÇA, LCA, LCI e outros investimentos isentos 

Apesar da isenção, o rendimento desses investimentos contribui para o aumento do patrimônio do contribuinte, por isso, se há a obrigação de declarar, informar esses ativos é importante para evitar cair na malha fina.

Na declaração do Imposto de Renda, quem tem investimentos isentos precisa preencher duas fichas com informações diferentes.

    • Ficha “Bens e Direitos”: Informe as posições que possui.
    • Ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”: Nessa ficha entram os rendimentos obtidos com os investimentos isentos.

PREVIDÊNCIA PRIVADA

Os PGBL têm a vantagem de permitir a dedução na declaração do Imposto de Renda. Em contrapartida, na hora de resgatar os recursos do plano de previdência, a tributação incidirá sobre o valor total (contribuições mais os rendimentos).

Já nos VGBL, que não preveem dedução, o Imposto de Renda incide apenas sobre os rendimentos — e não sobre o valor principal das contribuições.

Cada plano é informado de uma maneira na declaração do Imposto de Renda.

    • PGBL: Quem ainda está apenas fazendo aportes (e não resgates) em um plano PGBL deve declarar com a Ficha “Pagamentos Efetuados”. Essa ficha deve ser preenchida com as contribuições realizadas no PGBL durante o ano de 2021.
    • VGBL: Quem ainda está apenas fazendo aportes (e não resgates) em um plano VGBL deve declarar esses valores pela Ficha “Bens e Direitos”.
    • Rendimentos de PGBL ou VGBL: Quem já estiver recebendo os benefícios da previdência privada ou tiver realizado resgates durante o ano também precisa informá-los ao fisco com a Ficha “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica”.

TESOURO DIRETO

Alguns títulos públicos pagam um cupom de juros semestral aos investidores. É o caso, por exemplo, dos papéis “Tesouro IPCA+ com juros semestrais” ou “Tesouro prefixado com juros semestrais”. Quando o investidor recebe o cupom semestral, já é descontado dele, na fonte, o Imposto de Renda devido
Na declaração do Imposto de Renda, quem investe em papéis do Tesouro Direto precisa preencher duas fichas com informações diferentes.

  • Ficha “Bens e Direitos”: Informe nessa ficha as posições mantidas em títulos públicos.
  • Ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”: Aqui entram os rendimentos obtidos com os títulos públicos, seja com a distribuição de juros semestral (que é feita em alguns tipos de papéis), seja com o resgate deles.

Fonte: InfoMoney

 

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