Como declarar investimentos no seu Imposto de Renda? Veja Aqui

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Uma das obrigações anuais comuns entre muitos brasileiros é o envio da declaração do Imposto de Renda (IR). Nesse cenário, quem investe em renda fixa

Uma das obrigações anuais comuns entre muitos brasileiros é o envio da declaração do Imposto de Renda (IR). Nesse cenário, quem investe em renda fixa ou em renda variável pode ter dúvidas sobre como declarar investimentos.

No entanto, para evitar problemas com a Receita Federal, é essencial preencher a declaração corretamente. Isso porque o Governo cruza os dados dos contribuintes com diversos registros. Então eventuais divergências podem causar problemas.
Pensando nisso, preparamos este artigo com as principais orientações para você entender como declarar investimentos no Imposto de Renda da forma correta. Não perca!

 

Quem deve declarar o Imposto de Renda?

A Receita Federal é responsável por definir as regras sobre quem deve declarar o IR. Assim, qualquer pessoa que se encaixe em, pelo menos, um dos critérios estabelecidos precisa preencher a declaração com as informações atualizadas.
Entre os brasileiros que devem cumprir a obrigação, estão aqueles que, no ano-calendário 2020:

  • receberam rendimentos tributáveis cuja soma foi superior a R$ 28.559,70;
  • receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 40 mil;
  • realizaram operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros;
  • receberam receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 em atividades rurais;
  • tiveram, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos de valor total superior a R$ 300 mil.

Como as regras podem sofrer alterações a cada ano, vale sempre consultar as informações divulgadas pela Receita Federal.

 

Quais investimentos devem constar na declaração?

Se você se encaixa nos critérios citados e é obrigado a declarar o Imposto de Renda, todos os seus investimentos devem constar no documento. Logo, é preciso incluir as opções de renda fixa e de renda variável, mesmo que sejam isentas da tributação.
Veja alguns exemplos de títulos com isenção que devem ser declarados:

  • poupança;
  • letras de crédito imobiliário e do agronegócio;
  • debêntures incentivadas;
  • certificados de recebíveis.

O motivo dessa exigência está no fato de que investimentos e o retorno obtido, se for o caso, fazem parte do seu patrimônio. Portanto, incluí-los na declaração mantém as suas informações atualizadas junto ao Governo.

 

Como declarar investimentos no IR?

Agora você sabe se precisa declarar o IR e entende que todos os investimentos devem constar no documento. Então, o próximo passo é aprender como fazer a declaração dos produtos financeiros e ativos que estão na sua carteira.
Veja só:

 

Ações

Normalmente, quem investe em ações com foco no longo prazo não costuma realizar um alto volume de vendas durante o ano. Nesse caso, a declaração tende a ser mais simples na comparação com quem faz operações mais frequentes, como os especuladores.
Na prática, o investidor de longo prazo deve declarar seu patrimônio em ações na aba “Bens e direitos”. Mas atenção: você deve informar os dados de cada empresa referente aos ativos que adquiriu ao longo do ano-calendário.
Também é necessário ter atenção ao recebimento de proventos. Em alguns casos, há isenção do IR, como acontece com os dividendos. Já os juros sobre capital próprio, por exemplo, são tributáveis. Registre os ganhos livres de IR na aba “Rendimentos isentos e não tributáveis”.
Os lucros tributáveis, por outro lado, devem ser cadastrados na aba de “Rendimentos sujeitos à tributação exclusiva ou definitiva”. Já os ganhos com as vendas ações contam com isenção de imposto sempre que a negociação dos ativos não ultrapassar o volume de R$ 20 mil no mês.
Porém, se o limite não for observado, os lucros obtidos na venda dos papéis serão tributados em 15%. Para quem faz operações de day trade, não há isenção e toda operação tem tributação de 20%.
Assim, você deve registrar todas essas operações na declaração anual do IR — considerando as abas específicas para cada situação. Contudo é importante ter em mente que o pagamento do imposto é uma obrigação diferente da declaração dos investimentos.

Recolhimento de IR

Investidores e especuladores são responsáveis por recolher o Imposto de Renda das suas operações. Ao contrário do que acontece na renda fixa, o imposto sobre os ganhos na venda de ativos não fica retido na fonte.
Dessa forma, quem lucra com operações na bolsa de valores deve calcular o IR e emitir um DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais). O recolhimento do imposto, portanto, é feito pelo próprio especulador ou investidor e deve acontecer até o último dia do mês seguinte ao da operação.
Para evitar equívocos na declaração anual, as notas de corretagem e os informes de rendimento podem ser úteis.

 

Fundos de investimento

Quem investe em fundos de investimento deve registrar o saldo na aba “Bens e direitos”. Os códigos variam para cada classificação de fundo e, por isso, é importante ter atenção. Os de curto prazo, por exemplo, são identificados pelo número 71.
Já os fundos de longo prazo devem ser registrados com o código 72. Em casos de resgates, os rendimentos devem ser declarados na aba de “Rendimentos sujeitos à tributação exclusiva ou definitiva”. Busque o item correspondente aos rendimentos de aplicações financeiras.
No entanto, como existem diferentes tipos de fundo, podem existir algumas particularidades sobre tributação. Assim, vale sempre observar as regras de cada alternativa para não errar na declaração ou nos recolhimentos.

 

Títulos isentos

Em relação à renda fixa, os títulos podem ser divididos em isentos e em tributáveis. Como você já sabe, todos devem constar na declaração anual do Imposto de Renda. Nesse caso, o registro das aplicações isentas deve ser feito informando o valor aplicado em cada investimento.
Esse lançamento é feito na aba de “Bens e direitos”. Além disso, se houver algum resgate no ano-calendário, os lucros obtidos precisam ser registrados na aba de “Rendimentos isentos e não tributáveis”.

 

Títulos tributáveis

Por fim, vale saber como funcionam a declaração de títulos tributáveis. Alguns exemplos de títulos que envolvem cobrança do Imposto de Renda são:

  • títulos do Tesouro;
  • letras de crédito;
  • certificados de depósito bancário;
  • debêntures comuns.

Se você tem esse tipo de título em sua carteira, declare o valor investido na aba de “Bens e direitos”. Ainda, caso algum resgate tenha sido feito no ano anterior ao da declaração, é necessário registrar os rendimentos na aba de “Rendimentos sujeitos à tributação exclusiva ou definitiva”.
Agora que você sabe como declarar investimentos no Imposto de Renda, não deixe a tarefa para a última hora. Lembre-se de reunir todos os documentos necessários para preencher a declaração, como os informes de rendimentos disponibilizados pelas suas instituições financeiras.
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